EMMAUS ANGLICAN ABBEY

Buscamos ser uma luz para Monges-urbanos quando em comunidade juntos buscam a vivência monástica e evangélica mesmo inseridos na Sociedade e Eremitas Urbanos aqueles que nos buscam para viver sua espiritualidade em silêncio e Solidão mesmo em meio a sociedade, saindo apenas para as necessidades básicas de trabalho e afins

ABADIA DE EMAÚS

Somos uma comunidade monástica ecumênica na tradição beneditina e de Taizé e da Community of Solitude A Comunidade de Emaús é uma comunidade intencional que compartilha uma vida comum de oração solidária ( através das Jornadas da Esperança e Jornadas da Confiança ) e trabalho social.

Venha nos conhecer !

06/04/2017

ESTATUTOS DE VIDA EREMÍTICA - PARTE I

ESTATUTOS DE VIDA EREMÍTICA - PARTE I


Traduzido ao Português por: Ir.Gema da Misericórdia Divina- Eremita

 
Essa postagem é para os que tem interesse no eremitismo diocesano.

Caríssimos, muitas dioceses pelo mundo afora, possuem normas e estatutos para todos os eremitas observarem independente de suas regras particulares. na verdade as dioceses não tem uma obrigação de possuí - los...
Aqui se trata de qual seria a visão de uma Arquidiocese para a vida eremítica e o que espera de seus eremitas. É claro que não podemos tomar como exemplo apenas um único estatuto, lembrando que cada diocese tem uma pedagogia diferente para seus consagrados, todavia podemos ter como recurso esse documento, como uma fonte a mais para nossos arquivos e até mesmo como um esclarecimento de nossos ingênuos mitos que nós mesmos estabelecemos. Todavia, essa não é a realidade de todos os eremitas do mundo ! Apenas de uma porção que trata o texto.
A diocese em questão é a diocese de Tarragona na Espanha, que já se tornou conhecida por admitirem muitas vocações a vida eremítica. E é uma diocese que mantêm os seus eremitas... Por isso não devemos por exemplo nos assustar com eremitas que se guiam pelo luz do sol, já que as contas são pagas pela diocese, por isso não há luz...
 Outras dioceses ou arquidioceses que possuem um número maior de consagrados podem ter seus estatutos, lembrando que toda fundamentação dele, só estará em pleno rigor  naquele mesmo local.
O prisma da perfeição eremítica vai ser sempre um fator pluralizado por cada lugar, cultura e espiritualidade.
Decidi dividir essa postagem em duas partes para que o texto não se torne cansativo.Evitarei comentar muito para que a postagem não fique muito longa e dou assim vasão aos autores para expressarem suas ideias ; sendo assim a segunda parte que entra na questão mais legalista de admissão e incorporação fica para a próxima postagem.
Peço por caridade aos que desejam copiar artigos que compartilhem toda a postagem ou citem a fonte.
Observação: Há um pequeno erro na formatação do texto, favor ignorar qualquer algarismo romano que aparecer fora do lugar, removendo estes o texto fica desalinhado.  
Agradeço a compreensão.
Para ver o texto na íntegra em espanhol clique *** AQUI ***
" Decreto de 10 de Janeiro de 2006, por ele se aprovam os Estatutos da vida eremítica no âmbito de nossa arquidiocese
(Votos perpétuos de um eremita diocesano na África)

 Dada a necessidade de proceder a revisão dos estatutos da vida eremítica vigentes na nossa arquidiocese, para adapta-los ao momento presente, recolhendo toda a experiência dos anos  que hão estado vigentes, visto o novo projeto dos estatutos da vida eremítica apresentado pelo Padre Eduardo Canals , que esta encarregado a dar atenção a este âmbito da vida diocesana, feitas as consultas pertinentes ao ficar para o estudo de estatutos, regulamentos de associações, fundações e outras entidades ou organismos eclesiais e ao delegado de Vida Consagrada, pelo presente decreto aprovo os adjuntos estatutos da vida eremítica no âmbito de nossa arquidiocese, os quais substituem  os que até agora estão vigentes.
O decreta e confirma o Excmo. E Revdmo. Sr. Arcebispo de Tarragona
† Jaume Pujol Balcells
Arcebispo metropolitano de Tarragona y primado
Diante de mim,
Joaquim Claver Caselles
Secretario geral y chanceler


 
CHAMADO AO DESERTO 
                                                                                                                            

 1. O Espírito Santo que fecunda a Igreja com seus dons e carismas, já nos primeiros séculos suscitou entre os crentes homens e mulheres chamados a seguir a Jesus de Nazaré no deserto <profundo> da solidão, do silêncio, da oração, e da contemplação, imitando seu estilo de vida austera e penitente durante quarenta dias e quarenta noites, antes de começar sua vida pública itinerante para anunciar a boa nova do reino de Deus.
 2. Este estilo de vida anacorética, tão presente na primitiva Igreja com os Padres do deserto (Antônio, Pacômio, Pablo, Hilarião, etc), que define muito bem o perfil próprio da vida nacorética, fiel ao Jesus do evangélico orando na montanha, foi a primeira forma de vida consagrada reconhecida pela comunidade cristã, junto com as virgens dedicadas ao serviço de seu único Senhor e de seus irmãos e irmãs do mundo.

  1. 3.  Nunca faltou na Igreja famílias religiosas com uma espiritualidade eremítica (Os Camaldulenses, a Cartuxa, o Carmelo, Charles de Foucald ...), e é o Espírito, sempre presente  e atuante, que continua chamando alguns seguidores de Jesus e do Evangelho, levados pelo amor indivisível a Ele , a viver no deserto para dedicar “ sua vida ao louvor de Deus e a salvação do mundo através de uma separação mais estrita do mundo, o silêncio da solidão assídua e a penitência” (CIC, c. 603).
    4. Na Igreja do Ocidente, desde alguns anos, volta a estar vivo este carisma da vida eremítica, com a radicalidade genuína do monaquismo mais primitivo. Esta recuperação da vida anacorética, não há dúvida, é uma graça e um dom do Espírito a Igreja em geral, em um processo de renovação da vida consagrada. Há que recordar que nossa Igreja de São Paulo e São Frutuoso foi em outro tempo uma das vanguardas da vida eremítica sobretudo em Montisant e Samunta, como em outros lugares. E por isso, hoje, quer ser continuadora daqueles eremitas que se estabeleceram em nossas montanhas e ser sal e fermento do Reino nestes tempos.



  1. 5. Nossa Mãe Igreja e estimada, traz o reconhecimento oficial desta forma de vida consagrada por parte da Igreja universal (CIC, C. 603) e depois de uns anos de experiência com os estatutos aprovados ad experimentum em 29 de Abril de 1986, quer reconfirmar oficialmente a perpetuidade deste estilo de vida consagrada e evangélica, quer dizer, o caminho pessoal do monge ou monja eremita que, no silêncio contemplativo, busca a alegria de amar, adorar, louvar e bendizer ao Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo orando por seus irmãos e irmãs do mundo e evitando possíveis pseudoeremitas, dos quais tampouco se via livre o eremitismo os Padres do deserto.  (Ver na regra de São Bento- os eremitas instáveis que se hospedavam em diversos mosteiros, comiam às suas custas, e depois partiam para outro sem jamais se estabilizar em lugar algum, não eram noviços mas hóspedes. Segundo Columbás 1974, esses mesmos anacoretas quando já estavam velhos ou ninguém mais queria recebe-los , acabavam fundando mosteiros para serem superiores e assim nunca ter jugo algum na vida, esses anacoretas ficaram qualificados como detestáveis, por muitos monges da época, hoje acontece algo um pouco semelhante e é disso que trata o texto. Nota: Ir. gema)
  1. O CARISMA DO DESERTO

6. Para que a vida eremítica tenha o reconhecimento conveniente e sua validez a nossa Igreja, será necessário que tenha como base um compromisso sério e público da vida cristã e consagrada, empapada de oração contemplativa, de silêncio e solidão, de austeridade e pobreza, de virgindade por amor ao Reino e de disponibilidade evangélica dos Padres do deserto, e também com a atual normativa canônica da Igreja e as orientações destes Estatutos.

 7.  Este carisma próprio do monge ou monja eremita é, no mundo de hoje uma interpretação a nossa sociedade do bem- estar pela forma radical de viver os valores do evangelho das bem aventuranças. Tudo isso, que é a obra e graça do Pai do Céu, faz com que o eremita antecipe e acelere a vinda do Reino em nosso mundo, sem ser do mundo.  

8. O eremita, levado por um amor apaixonado a Jesus Cristo, está presente, porém de maneira muito original, em nosso mundo, situando-se com sua contemplação no coração mesmo da Igreja, e muito perto de Jesus, o Senhor Ressuscitado, que há vindo, está conosco e tem que vir. Esta contemplação, todavia, não lhe faz sentir-se estranho na criação, nem aos irmãos, porque o Espírito que faz novas todas as coisas, humaniza o coração contemplativo, fazendo-o mais fraterno, solidário e acolhedor.


9.Este estilo de vida monástica e eremítica tem como espaço o lugar de realização o silêncio e solidão do deserto mais profundo, de acordo com as palavras bíblicas: “Te levarei ao deserto e falarei ao coração”.Este deserto é um dom do Espírito que cria as condições necessárias de silêncio e solidão para escutar a palavra, e isto seja na montanha ou na cidade; fazendoda cidade o próprio deserto, graças ao Espírito, porém sempre com uma separação mais estrita do mundo” (CIC,c.603), característica própria do anacoreta. 

10. Este deserto ao que o Espírito leva o eremita pede a devida estabilidade, garantia de autenticidade. O Eremitismo itinerante (tombaire no original), já sabemos o suficiente,é um sinal claro de que não é o Espírito de Deus que levou este cristão ao deserto. Por isso, uma vez eleito o lugar onde quer viver seu chamamento ao deserto, o eremita não mudará sem falar com o Arcebispo ou com seu delegado, depois de fazer o devido discernimento pessoal.( Lá os eremitas ocupam eremitérios que são da diocese. Nota:Ir. Gema)

11. Estas normas ou orientações gerais querem ajudar a discernir, tanto para o bem da Igreja diocesana como para ele, o eremita mesmo, o que em nossa Igreja de Tarragona se entende e se reconhece como vida eremítica ou anacorética, sem tentar afogar o Espírito que suscita em sua Igreja novas formas de vida evangélica de acordo com as necessidades dos tempos. Queremos estar sempre abertos e atentos a este Espírito que faz novas todas as coisas.

III. A NORMA DE VIDA  



12. Os eremitas e as eremitas, com seu seguimento de Jesus do Evangelho, virgem, pobre e disponível, “mostram a cada um este aspecto interior do mistério, da Igreja, que é a intimidade pessoal com Cristo”. 
“Escondida aos olhos dos homens, a vida do eremita é pregação silenciosa daquele a quem a quem deu a vida, porque, para ele, isso é tudo. Se trata de um chamamento particular a encontrar no deserto e no combate espiritual a glória do Crucificado”(Catecismo da Igreja Católica 921).
13.Como a vida supera todas as leis, e apesar de que este chamado pessoal seja plenamente autônomo (grifo meu.Ir. Gema), a Igreja estabelece para a vida eremítica uma norma de vida própria e pessoal, sob a guia do Bispo Diocesano (cf. CIC, c. 603 § 2), que é seu superior legítimo. 

 14.Esta norma de vida evangélica se converte em pública, pela profissão dos conselhos evangélicos, nas mãos do Arcebispo, já seja em forma de voto ou de promessa, depois do discernimento imprecindível e a formação necessária.

Esta norma de vida vai concretizar o compromisso pessoal com a oração, que o leva a “intimidade pessoal com Cristo” (Catecismo n. 921). O monje ou monja, fiel ao sacerdócio real do Batismo, faz de sua vida uma liturgia constante, dedicando-se totalmente ao a Louvor de Deus. Toda sua vida de fé se nutre de oração que faz crescer no conhecimento, o desejo e a amizade de Jesus, o Senhor. 
“A contemplação das coisas divinas, a assídua união com Deus na oração devem ser o dever primeiro e principal de todos” (CIC,c.663) os que consagram a Deus sua vida. Mas do que dedicar um tempo a oração cada dia, o eremita converte todo dia em oração. E é um convite constante a presença sacramental e familiar do Senhor na ermida, com a devida autorização, e uma ajuda reconfortante a comunhão diária, comungando em uma paudada celebração litúrgica da Palavra, na hora mais adequada.


16.Esta oração contemplativa e constante dará um sentido de transcedência e esperança cristã em toda sua vida, fazendo que esteje aguardando a vinda do Senhor Jesus, de quem se apaixonou e por quem há deixado tudo. São uma ajuda a Liturgia das Horas, a lectio divina, etc. E lhe dá sobretudo a oração litúrgica, um sentido profundo da Igreja, já que o faz sentir em solidariedade e comunhão com os irmãos e irmãs, orando constantemente ao Pai pela salvação dpo mundo.

17. A própria norma de vida deve marcar os limites do deserto pessoal ou separação do mundo (cf. CIC, c. 603 § 1) -relações familiares e sociais-, já que o deserto é com seus silêncio e solidão, a experiência cristã mais característica do eremita, um deserto é, com seu silêncio e solidão, a experiência cristã mais carcterística do eremita, um deserto onde Deus fala ao coração da pessoa e onde há que fazer silêncio para escuta-lo, como Maria, a mãe de Jesus, que acolhia em seu coração contemplativo a Palavra do Senhor.

 18. As relações humanas, familiares e sociais do eremita serão sempre fraternas, cordiais, empapadas de simplicidade e de caridade evangélica. Terá dos acontecimentos tão somente aquela informação necessária que lhe ajude a rezar mais intensamente por seus irmãos e irmãs do mundo.

19. Com um constante discernimento no Espírito, o eremita verá que estorva o verdadeiro silêncio e rompe a solidão do deserto onde aceitou viver seguindo o chamamento deste mesmo Espírito, e isso tanto como nas visitas, correspondências, telefonemas, viagens ou saídas da ermida.  

20. “Escondida aos olhos dos homens, a vida do eremita é pregação silenciosa daquele a quem deu a vida, porque para ele isso é tudo” (Catecismo da Igreja católica, n.921).

Este é seu carisma e esta é sua missão eclesial. Assim pois, não formará parte de organizações pastorais, diocesanos ou paroquiais, nem levará habitualmente a cabo nenhum tipo de atividade catequética nem social organizada, coisas que em si são boas, as correspondem a outros carismas na Igreja.



Isto não quer dizer que, em caso de necessidade , por ausência do presbítero, e com o consentimento habitual do Arcebispo, não possa animar a assembléia eucarística e levar a comunhão aos enfermos da paróquia e poderá ocasionalmente ser convocado a reuniões adequadas, para dar tetemunho de sua opção pelo deserto. Ainda que sua presença “ seja escondida aos olhos dos homens” como membro que é por sua consagração a Igreja diocesana, constará na Guia do Arcebispado, com a direção postal de sua ermida.

21.O acolhimento tão próprio dos Padres do Deserto, pratica o eremita segundo o espírito amigável e evangélico que deve animar sempre sua vida; também, porém com essa com essa prudência que o faz fugir das visitas de curiosos e os profissionais da informação, que não são as vezes uma boa ajuda para sua vida de silêncio e solidão

22.A acolhida por alguns dias de alguma comunidade contemplativa conhecida pode ser uma boa ajuda para reafirmar seu propósito de fidelidade ao chamamento pessoal ao deserto e edificar mutuamente, e mais ainda se é com  pertence a um instituto de vida consagrada de acordo com o que faz esta experiência mística.

23.Quando por necessidade ou caridade deva deixar a ermida durante quinze dias ou mais, o fará conhecer ao Arcebispo, pela  guia que do que há de viver, ou a seu delegado. E isto, não por ver-se limitado ou limitada, em sua liberdade, senão para sentir-se confirmado ou confirmada nesta fidelidade ao próprio carisma de silêncio e de deserto.

 24.A mesma forma de vida do anacoreta determina de que maneira viver o sentido cristão da penitência. Se “todos os fiéis, cada um a sua maneira, estão obrigados pela lei divina a fazer penitência” (CIC,c.1249), o eremita faz, da penitência, segundo a definição eclesial de vida eremítica (c.f. CIC,c.603),um traço fundamental de sua opção pelo deserto

25. Esta penitência se concretiza  em um estilo de vida pobre em tudo, sem seguranças temporais, sem comodidades, sem companhia. Uma vida necessariamente obrigada a lei do trabalho, fiel a sentença monástica “ora et labora” para ganhar-se o pão de cada dia. Este estilo penitente vai levando o eremita na conversão do coração, a uma austeridade de pobre, a uma confiança total no Pai celestial que cuida das flores do campo e dos pássaros do bosque, e a plena liberdade vai levando o eremita na conversão do coração, a uma austeridade de pobre, a uma confiança total no Pai celestial que cuida das flores do campo e dos pássaros do bosque, e na plena liberdade dos filhos de Deus. 


26. Com este sentido de penitência, o eremita se ajustará a seu horário pessoal que apresentará a aprovação do Arcebispo ou de seu delegado. O horário dará prioridade aos espaços de oração, as horas obrigadas do trbalho e ao tempo de descanso necessário, assim como as possíveis idas para visitar a família para cumprir com os deveres de piedade filial o de relações familiares. O horário lhe ajudará a aproveitar o tempo evitando a ociosidade, dando todavia, espaço para aqueles imprevistos impossíveis de programar que vem exigidos pela educação ou a caridade.Este horário pode ser diferente segundo a época do ano, já que normalmente alguns se regem pelas horas do sol

27. Se recomenda que em certas festas e tempos litúrgicos intensifique esta compunção do coração com vigílias de oração e dias de jejum mais intenso sempre havendo feito o devido discernimento e com conselho de seu Diretor espiritual. 

28. Com fidelidade a esta “norma pessoal de vida”, segundo a orientação do Arcebispo, o eremita “encontrará no deserto e no combate espiritual a glória do Crucificado” (cf. Catecismo da Igreja Católica,921) ".


FIM DA PRIMEIRA PARTE
CONTINUA NA PRÓXIMA POSTAGEM
SANTA QUARESMA +
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