EMMAUS ANGLICAN ABBEY

Buscamos ser uma luz para Monges-urbanos quando em comunidade juntos buscam a vivência monástica e evangélica mesmo inseridos na Sociedade e Eremitas Urbanos aqueles que nos buscam para viver sua espiritualidade em silêncio e Solidão mesmo em meio a sociedade, saindo apenas para as necessidades básicas de trabalho e afins

ABADIA DE EMAÚS

Somos uma comunidade monástica ecumênica na tradição beneditina e de Taizé e da Community of Solitude A Comunidade de Emaús é uma comunidade intencional que compartilha uma vida comum de oração solidária ( através das Jornadas da Esperança e Jornadas da Confiança ) e trabalho social.

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06/04/2017

ESTATUTOS DE VIDA EREMÍTICA PARTE 2

ESTATUTOS DE VIDA EREMÍTICA PARTE 2




           Nessa segunda e última parte vamos refletir mais de como funciona a incorporação de um eremita na diocese, desculpem a demora, doravante vamos atualizar com mais frequencia, lembrando que a tradução do espanhol é sempre minha ou seja é amadora, uma vez que não sou especialista no idioma, aqueles que tiverem sugestões melhores de alguns termos ou palavras, podem colocar via inbox na página Vida Eremítica pelo Facebook. Nossas fotos são apenas ilustrativas.


" I.                O ITINERÁRIO DO DESERTO

O Discernimento

29. O discernimento, como nos tempos dos primeiros Padres do deserto, devem acompanhar o eremita em sua opção por esse estilo de vida evangélica no seguimento de Cristo. É que a vida eremítica é uma graça de vocação cristã que leva consigo uma forte exigência de oração pessoal, de silêncio contemplativo, de solidão e penitência.
Isso exige da pessoa batizada que se crê chamada a este estilo de vida na Igreja, que faça um sério discernimento desse chamado antes de tomar alguma decisão. Se é membro de uma família religiosa, necessita, nem é preciso dizer, da autorização escrita de seu superior competente e aceitar estes estatutos no tempo em que viver como eremita na nossa diocese. Essa decisão deve ser acompanhada de uma longa reflexão e de uma intensa oração para ver quais são os caminhos de Deus.
30. A pessoa que se sente chamada a este estilo de vida evangélica terá seu diretor espiritual, que pode ser também outro eremita com experiência que te ajude nesse discernimento e formação inicial.


31. Ajuda a esse discernimento também de assimilar tudo o que temos dito do carisma do deserto, conhecer as possibilidades de desvios, impróprio do autêntico eremitismo, segundo a doutrina dos Padres do deserto, quer dizer: a independência de todo vínculo eclesial, a vontade própria, o fechamento nos próprios interesses e a piedade pessoal, a impermeabilidade de frente aos demais estando a frente de todos, o orgulho espiritual para dizer-se fiel ao evangelho, instalar-se em uma vida fácil e medíocre mantendo aparências de pobreza e solidão que não são outra coisa que romanticismo, etc.
32. Ao fazer o discernimento necessário, há que ter presente que o eremitismo, ou melhor o pseudo eremitismo, pode ser o recurso momentaneamente fácil para pessoas inquietas, inconstantes, instáveis, imaturas, ou descontentes de tudo. Ainda assim se lhes pode admitir a um tempo de experiência, porém velando pelas exigências deste estilo de vida. Isto ajudará a ver que não é este o chamado de Deus.Se se trata de uma pessoa que a que o Arcebispo duvida que seja chamada pelo Senhor a esta vida de deserto e de silêncio, a experiência ajudará a discernir se é uma verdadeira vocação ou o radicalismo de um novo convertido.

A formação


33. A formação inicial, que com a orientação do Arcebispo ou de seu delegado, durará ao menos três anos, compreenderá, em primeiro lugar, uma ascética firme e constante fidelidade a oração, a solidão, ao silêncio, a escuta de Deus, evitando possíveis evasões piedosas, como podem ser excessivas leituras espirituais.
34. Tanto podemos dizer que essa formação compreenderá também os aspectos bíblicos, catequéticos e teológicos, espirituais e históricos necessários para iniciar-se a vida monástica eremítica, segundo a capacidade e o nível já conseguido pelo aspirante. A pessoa que não vem de um instituto religioso, e por tanto sem experiência da vida consagrada, convêm que não viva sozinha no eremitério antes que experimente a vida comunitária de algum mosteiro que benevolamente te acolha durante um tempo conforme a seu gosto, com trabalho pessoal a mudança da acolhida.


35. A formação nem precisa dizer que deve ser permanente e sem desânimo. Podem ajudar as reuniões fraternas, convocadas ocasionalmente pelo Arcebispo ou por seu representante, sobretudo nos tempos fortes da liturgia, que o eremita deve viver intensamente, Nesse estilo de vida na solidão são muito necessários esses encontros para ter diálogo e contraste de experiências e, sobretudo a colaboração em comum com pessoas que fizeram essa mesma difícil opção.
Estas reuniões gerais não excluem nem impedem a visita fraternal, discreta e edificante entre as pessoas que fizeram essa mesma opção pelo deserto.

O compromisso

36. Passado este tempo de discernimento, de formação e de prova, o Arcebispo reconhece ao eremita como consagrado a Deus na Igreja, mediante a profissão pública dos três conselhos evangélicos (cf. CIC, 603 § 2), seja com votos ou promessas e, em um primeiro momento pelo prazo de três anos, depois disso a forma definitiva. Se é membro professo perpétuo, fica incorporado na nossa diocese, devendo notificar a seu bispo anterior. Alguns outros segundo a lei da Igreja para as pessoas consagradas “antes da profissão perpétua, farão um testamento que seja válido também segundo o Direito civil”, (CIC, c.668 § 1).

(Votos de um eremita diocesano nos Estados Unidos)

37. Essa profissão pública ou promessa ( a promessa ou vínculos sagrados é quando não se diz articuladamente os três votos, e sim vínculos especiais de obediência e castidade, podendo acrescentar votos de perfeição, como humildade, conversão,vítima etc, e deixar outros implícitos, como na Cartuxa o voto de pobreza esta incluído no voto de obediência... Nota Ir. Gema) especial nas mãos do Arcebispo se fará tanto como seja possível, a paróquia a que pertence o eremitério, dentro da celebração eucarística e diante da comunidade cristã do lugar, de maneira que o eremita se sinta vinculado a Igreja diocesana através da comunidade paroquial.


38. A Igreja local, por sua parte através do Arcebispado ou de seu delegado buscará os lugares idôneos para viver os fies chamados pelo Espírito, com a estabilidade necessária própria deste estilo de vida consagrada, e com um convênio escrito com o Arcebispado que concretize as condições da ocupação e estadia, se o eremitério é da diocese, ou com o proprietário do lugar. O lugar pode ser uma ermida da diocese, ou uma abadia de alguma paróquia rural ou urbana. Se admite também a criação de Lauras tradicionais como nos tempos do deserto contemplativo, porém com a independência própria de cada eremita, que vive “sua própria forma de vida”. (As lauras seriam quando há mais de um Irmão no terreno, porém vivendo em casas separadas, o desejo desse estatuto é que os eremitas sejam idependentes e não uma comunidade semi- eremítica, todavia há comunidades que se estabilizam pelo Can.603... Cabe ao canonista da diocese e ao Bispo, interpretar as novas comunidades eremíticas...Nota: Ir. Gema)
39.O Arcebispo ou seu representante tem o compromisso de velar por essas pessoas que, aceitando as normas estabelecidas nestes Estatutos, façam opção pelo monaquismo eremítico, velarão por sua vida espiritual, sua saúde física e estado de ânimo e estarão atentos aos problemas que possam surgir neste estilo de vida evangélica
O Arcebispo e o eremita buscarão juntos a solução aos problemas de assistência sanitária e velhice, procurando que não sejam incômodos para ninguém, pondo sempre, todavia a confiança na providência do Pai que temos no céu. Estarão de acordo quanto aos gastos, conservação e manutenção do eremitério, tendo em conta que a presença do eremita é uma garantia de segurança e manutenção para o lugar que ele ocupa.


40. O compromisso do eremita é viver com generosidade constante e renovada no seguimento de Cristo, com uma vivência fiel dos conselhos evangélicos, professados de maneira pública e eclesial. Estes conselhos evangélicos será vivido como expressão de amor a Jesus Cristo, como expressão de amor a Jesus Cristo e na esperança Nele, que o chamou ao silêncio contemplativo do deserto para “falar-te ao coração”.
41. A virgindade por amor ao reino do céu é um compromisso de amor apaixonado a Jesus Cristo que faz com que o eremita O busque acima de tudo, ainda que sem fazer-se singular aos demais as realidades temporais nem aos eventos sociais, que dê com alegria e esperança um testemunho de amor total e universal ao Pai e aos irmãos
Demonstrará que hoje e aqui o Senhor pode encher e transbordar de amor toda uma vida, eliminando egoísmos e fechamentos estéreis. Será, também um testemunho pascal das realidades que hão de vir e serão definitivas nesse estado de ressuscitados, “quando os homens não terão mulher nem as mulheres terão marido”.


42.A pobreza eremítica é um compromisso radical que reduz os gastos aos mínimos indispensáveis quanto a casa ,a manutenção,as viagens, etc. Já que para o monge ou monja eremita a única riqueza há de ser aquele que enche o coração de quem o busca. Viverá da única riqueza  do fruto do seu trabalho, trabalho que o eremita fará no eremitério ou ao seu redor dedicando as horas do labor necessárias para tirar o seu abastecimento e que lhe sirva também de descanso porém sem a inquietude que tira a paz do coração. Há que cuidar para que o trabalho não tire o tempo assinalado para o oração e se converta em uma dissipação perigosa quando se sente a desconsolada solidão do deserto.



Sem estar nunca ocioso ou ociosa, dará sempre um testemunho de confiança no Pai que está no céu e que é a fonte de toda subsistência. Compartilhará com os pobres e necessitados o fruto de seus trabalho. Ao menos uma vez por ano fará uma revisão com o Arcebispo ou seu delegado, seus gastos, e isso não por uma necessidade de controle, senão para discernir esta fidelidade a pobreza evangélica tão própria da vida anacorética.


43. A obediência será, ainda que pareça fora do sentido, é um compromisso evangélico que determinará e garantirá o autêntico monge ou monja eremita. Buscar sempre e em tudo a vontade do Pai é uma exigência talvez mais forte em um homem ou mulher que vive no deserto e que mais facilmente, quem sabe, pode fazer sua vontade.Esta obediência é docilidade as moções do Espírito e se concretiza em uma submissão a orientação do Arcebispo, segundo sua norma própria, em também aos conselhos e orientações do diretor espiritual. Essa docilidade são traços característicos que acreditam ser de uma verdadeira vida monástica e eremítica, dentro da liberdade e autonomia próprios deste estilo de vida. É também sobretudo, fidelidade ao evangelho de Jesus, com a docilidade de Maria de Nazaré, que dizia: “ Faça-se em mim segundo a tua Palavra.”
44. O eremita tem o compromisso, também, de ser uma pessoa plena e contagiosa de alegria pascal, do gozo evangélico do Reino, similar a daquele homem que encontra um tesouro escondido no campo, e “ cheio de alegria, vai vender todo o que tem e compra aquele campo” (Mateus 13,44).


O eremita encontrou esse tesouro escondido. Por cima de tudo, busca aquele que é fonte de alegria e que sempre caminha com Ele, se esforça a viver para Ele, que chamou para viver as bem aventuranças com uma fidelidade generosa e total ao Espírito. Jesus o primeiro eremita que viveu, o acompanha com seu exemplo, sua força e sua esperança. E isso o faz sentir feliz em meio das incompreensões e críticas da gente por sua aparente inutilidade pastoral.
Como contemplativo ou contemplativa valoriza sua missão especial na Igreja, uma vida orante e fraterna escondida em Deus, muito unida a seu mestre e amigo, incompreendido e perseguido, encontrando no deserto e “no combate espiritual a glória do Crucificado”, e Ressuscitado (Catecismo da Igreja Católica, 921).

A saída do deserto  

45. O aspirante a vida eremítica pode interromper, durante o tempo de prova, sua experiência de deserto a qualquer momento em que julgue não seja este seu caminho, depois de um devido discernimento e já tendo falado com o Arcebispo ou seu delegado.  
46. Uma vez feitos os votos os promessas, se o professo ou professa crê que há de deixar o eremitério, deixará por escrito,ao Arcebispo as causas que o movem a pedir a dispensa dos votos e o retorno a vida secular. Será uma saída definitiva, sem possibilidade de retorno em nossa Igreja. (Uma vez que se pede a dispensa dos votos, o eremita garante não ter essa vocação, por isso deve-se pensar bem antes de pedi-la, em caso de demissão será muito difícil ingressar em outra diocese, o ideal seria ficar autônomo).


47. Se algum ou alguma eremita não cumprir estes Estatutos e sua maneira de viver, não se ajustará ao Espírito da vida Eremítica... O Arcebispo poderá, depois da devida correção fraterna, convidar a deixar este estilo de vida. E no caso de não aceitar a admoestação do Arcebispo, este poderá fazer um decreto público mediante um decreto que a Igreja local não o reconhece como eremita
48. Confiando, todavia, no Senhor que nos salva, atento a sua Palavra,compartilhando o pão e o vinho eucarísticos e contemplando constantemente a Maria, a Virgem fiel, o eremita irá vendo confirmada sua fidelidade nos momentos difíceis de seu caminho pelo deserto, até chegar a adentrar-se no mistério da trindade santa, Pai, Filho e Espírito Santo, a quem seja dada toda glória pelos séculos dos séculos.



Certifico que os presentes Estatutos regerá  a vida eremítica no âmbito da Arquidiocese de Tarragona, foram aprovados pelo decreto do S. Exma. Arcebispo de Tarragona, dia 10 de janeiro de 2006.
Encerramos o documento original por cópia nas funções: Um entregue a Delegacia Diocesana para a vida consagrada e outro depositado no arquivo da cúria da arquidiocese.
Tarragona, 10 de janeiro de 2006.

Joaquim Claver Caselles"
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